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    30 Nov 2008 


    Bond · 24 vistos · 0 comentários
    27 Nov 2008 

    NA MARGEM DO RIO PIEDRA...

    Eu me sentei e chorei.

    Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.


    Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

    Ás margens do rio Piedra eu me sentei e chorei.

    O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as águas geladas que correm diante de mim.

    Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.

    Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.

    Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''
    Paulo Coelho

    Bond · 32 vistos · 0 comentários
    26 Nov 2008 


    Composição: Fê Lemos, Renato Russo

    Vocês esperam uma intervenção divina
    Mas não sabem que o tempo agora está contra vocês
    Vocês se perdem no meio de tanto medo
    De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender
    E vocês armam seus esquemas ilusórios
    Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez
    Mas acontece que tudo tem começo
    Se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês

    E as ameaças de ataque nuclear
    Bombas de neutrons não foi Deus quem fez
    Alguém, alguém um dia vai se vingar
    Vocês são vermes, pensam que são reis
    Não quero ser como vocês
    Eu não preciso mais
    Eu já sei o que eu tenho que saber
    E agora tanto faz

    Três crianças sem dinheiro e sem moral
    Não ouviram a voz suave que era uma lágrima
    E se esqueceram de avisar pra todo mundo
    Ela talvez tivesse um nome e era: Fátima
    E de repente o vinho virou água
    E a ferida não cicatrizou
    E o limpo se sujou
    E no terceiro dia ninguém ressuscitou

    Bond · 27 vistos · 0 comentários
    25 Nov 2008 


     

     
    
    Tudo bem quando termina bem
    
    Os seus olhos
    E o seus olhos não estão rasos d'agua
    Mas eu sei que no coração ficaram muitas palavras
    
    Um vocabulário inteiro de ilusão
    
    Tudo que viceja, também pode agonizar
    
    E perder seu brilho em poucas semanas
    
    E não podemos evitar que a vida
    
    Trabalhe com o seu relógio invisível
    
    Tirando o tempo de tudo que é perecível
    
    Oh, oh, oh ... é impossível, é impossível esquecer você
    
    É impossível esquecer o que vivi
    
    É impossível esquecer o que senti
    
    Tudo que morre fica vivo na lembrança
    
    Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
    
    Mas antes que eu me esqueça,
    
    Antes que tudo se acabe
    
    Eu preciso, eu preciso dizer a verdade
    
    Oh, oh, oh ... 
    
    É impossível, é impossível esquecer você
    
    É impossível esquecer o que vivi
    
    É impossível esquecer o que senti
    
    Tudo que morre fica vivo na lembrança
    
    Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
    
    Mas antes que eu me esqueça (Mas antes que eu me esqueça),
    
    Antes que tudo se acabe
    
    Eu preciso, eu preciso dizer a verdadeOh, oh, oh ... 
    
    É impossível, é impossível esquecer você
    
    É impossível esquecer o que vivi
    
    É impossível esquecer o que senti
    
    Lá, lá,   lá...
    
    Mas acontece que tudo tem começo
    
    se começa um dia acaba, eu tenho....

    Bond · 23 vistos · 0 comentários
    27 Jun 2008 
    Era uma vez uma menininha chamada Mariana. Ela ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

    Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

    Ao voltar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:

    'Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

    Mas a mãe, com muito carinho falou assim:
    'Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?

    Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
    Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.

    Bond · 88 vistos · 1 comentário

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